apontamentos do director
sociedade, política e culturaque república…?
A República é um tema que dá cada vez mais que pensar. O que está mal? O que é preciso mudar? De que forma mudar?
Falar com os jovens é a melhor maneira de conhecermos, de perto, o que os preocupa em relação à República.
E eles exigem a responsabilização dos políticos… Exigem uma justiça que seja cega e imparcial. Que não continue a favorecer determinados interesses individuais em desprimor do verdadeiro interesse público… Exigem uma urgente alteração na organização política em Portugal, que se adapte à realidade e aos problemas actuais, que envolva uma reforma do sistema político e um forte combate às assimetrias sociais e regionais…
Temas prementes, que têm, com a maior urgência, de ser levados ao debate político.
Para que esta República continue a valer a pena.
uma questão de conceito
Com a aprovação em Conselho de Ministros do casamento entre pessoas dos mesmo sexo, o Governo pretende revolucionar o conceito daquilo que tem sido, até aos dias de hoje, o de casamento.
Mas não é a primeira vez que o faz. Primeiro foi a caça às facturas e recibos das despesas de organização dos casamentos. Depois reduziu os benefícios fiscais que o casamento poderia oferecer aos cônjuges.
Tem-se procurado transformar o regime do casamento numa espécie de nada, que cada vez menos significado virá a ter, excepto se os noivos tiverem alguma crença religiosa.
Depois de complicar a vida dos jovens que querem casar-se e constituir família, o Governo aprova agora o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Indício de que a grande epopeia socialista é uma alteração substancial ao conceito secular de “casamento”.
A favor ou não, teremos de admitir que o que se discute não são direitos, mas sim uma alteração histórica ao significado da instituição “casamento”.
copenhaga sem tratado…
Começou a Cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas, mas já no dia da abertura o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, avançou que não se prevê que saia deste encontro um tratado internacional. No entanto, é muito possível que se chegue a um acordo.
Um acordo é já um grande avanço, mas não chega. É preciso que os Estados e seus governantes se obriguem, através dos mecanismos do direito internacional, a cumprir os objectivos a que se propõem, a bem do destino das próximas gerações.
boas vindas
Olá a todos!
Sejam bem-vindos a este novo blogue!
A primeira vez que escrevi num destes instrumentos de opinião online foi num blogue a que chamara “refrescar portugal”. No entanto, passado algum tempo, chegou a um ponto em que precisou de sofrer uma metamorfose.
Assim, depois de quatro anos a “nove graus oeste”, eis que, em época de advento e a poucas semanas de um novo ano, chegou a altura de mudar novamente de casa. Agora em “wordpress.com”.
Com um novo título e uma nova imagem, pretende-se que os “apontamentos do director” nasçam como um local de desabafo e de análise construtiva dos problemas e das virtudes da sociedade.
Esperando que os “apontamentos” aqui deixados suscitem interesse da parte dos visitantes, aproveito ainda para deixar algumas das moções e intervenções levadas a público ao longo da minha jovem actividade política.
Sejam mais uma vez bem-vindos!
Vemo-nos por cá…




