Com a aprovação em Conselho de Ministros do casamento entre pessoas dos mesmo sexo, o Governo pretende revolucionar o conceito daquilo que tem sido, até aos dias de hoje, o de casamento.
Mas não é a primeira vez que o faz. Primeiro foi a caça às facturas e recibos das despesas de organização dos casamentos. Depois reduziu os benefícios fiscais que o casamento poderia oferecer aos cônjuges.
Tem-se procurado transformar o regime do casamento numa espécie de nada, que cada vez menos significado virá a ter, excepto se os noivos tiverem alguma crença religiosa.
Depois de complicar a vida dos jovens que querem casar-se e constituir família, o Governo aprova agora o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Indício de que a grande epopeia socialista é uma alteração substancial ao conceito secular de “casamento”.
A favor ou não, teremos de admitir que o que se discute não são direitos, mas sim uma alteração histórica ao significado da instituição “casamento”.

